Posts com a Tag ‘twitter’

Literatura no Twitter?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008 por Stelleo Tolda

Pois é assim mesmo que um grupo de autores dos Estados Unidos deixou as ferramentas tradicionais de lado e partiu para o Twitter como instrumento para redigirem suas obras.

De 140 em 140 caracteres, esses autores estão deixando na rede as suas obras. Um dos exemplos mais interessantes é Matt Richtel, do NY Times, que narra a história de um homem que perdeu a memória e só tem o aparelho celular. Objeto esse que o ajuda a contar a sua história. Como o gênero do texto é de assassinato – thriller – o autor batizou a empreitada de twiller (uma mistura de twitter com thriller).

Sinceramente, como curiosidade a iniciativa é interessantíssima, agora, como literatura, não sei não. ;-)

Vamos acompanhando…quem sabe não se torne um Best Seller?

Veja mais na web

Experiência nova | Eles estao escrevendo seus livros no Twitter (Fonte BlueBus)

Sintoma da internet é sintoma da cultura

quinta-feira, 31 de julho de 2008 por Ana Amélia Erthal

Essa semana publiquei no iMasters um artigo falando sobre o excesso de informação, um tema freqüente nas rodas de webwriting, ainda mais agora com o anúncio do “um trilhão de sites” pelo Google. O texto fala sobre como os usuários constroem, destroem e reconstroem o conteúdo, como ele é vivo e dinâmico e como o Twitter  representa esse movimento.Acontece que esse não é um sintoma só da internet. É um sintoma da cultura. Precisamos de tecnologias e sistemas que nos dêem mais tempo – o que é um paradoxo, e que vale para outro texto – e com isso estamos transformando os meios de comunicação.

Aprendemos a economizar as palavras para as mensagens SMS. Aprendemos a telefonar enquanto se faz alguma coisa (antes era o contrário: você fazia outra coisa enquanto telefonava). Até as piadas estão mais curtas, viraram chiste, instantâneas e sem enredo, mas muito engraçadas. Fique uma tarde no Twitter, siga algumas pessoas e você terá um repertório garantido por semanas. 

A dinâmica da comunicação permeia todos os setores e claro, passa pela escola. A maior questão da pedagogia hoje é o fim da “aula de salivação”, das aulas magistrais, em que o professor era o informante detentor do conhecimento. As crianças de hoje, impactadas por tantos recursos midiáticos áudio-táteis-visuais, não se atém a esse modelo de aprendizagem. É necessário que estejam engajadas com os conteúdos, que sejam motivadas pela descoberta. Erudição não é mais sinal de sabedoria, basta ver Kung Fu Panda (rs).

A pergunta que eu faço serve para os dois mundos: pra onde estamos indo? Se a informação é acessível e contestável para todos, talvez tenhamos um mundo mais colaborativo e menos competitivo. Talvez a medicina consiga, com a ajuda da tecnologia, fazer implantes cerebrais que processem um trilhão de informações em segundos (rs). As duas perspectivas são boas.