Posts com a Tag ‘desenvolvimento’

Erros e acertos na web

terça-feira, 22 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Mês passado fui entevistado pela revista Ensino Superior voltada para universidades e faculdades de todo o país. O tema era os erros e acertos no desenvolvimento web, principalmente, mas não somente, para o segmento educacional.

Nela, eu e outros especialistas da área analizamos vários websites de universidades públicas e privadas objetivando principalmente apresentar as formas de como não fazer um website, seja ele voltado à alunos ou ainda à consumidores em geral e tomando como foco principalmente questões de acessibilidade e usabilidade, além de performance, ponto muito importante nos dias que mascaram o pequeno usuário dos confins do país sob os números de linhas DSL.

Vale a pena uma lida na matéria que pode ser acessada clicando-se aqui. Os comentários, como sempre, são muito bem vindos.

Fast-food? Comigo não

segunda-feira, 7 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Minha velha é pessoa que cozinha e bem. Seja cozinhando para um ou pra uma dúzia, não tem como a comida não ficar boa. Segredo? Não é sazon mas é muito amor e muito carinho e gostar muito do que faz. Com esta receita não tem comida que não fique boa.

E dela herdei o mesmo gosto pela comida bem feita e como não poderia negar a descendência italiana, tenho pavor de fast-food. Pior, não é somente de comida fast-food que quero distância, mas também de software fast-food. Isso mesmo, aquele que o cliente diz “prá ontem”.

Prá ontem não existe no meu dicionário. Não faço prá ontem porque sei cozinhar. Do mesmo jeito que adoro comida bem feita, demoro para dar uma solução para um cliente. Mas por que demoro? Porque ele recebe não um conjunto de códigos jogados no meio de vários arquivos. Ele recebe um código todo comentado, um banco de dados todo desenhado, com seus dicionários, seus modelos, uma documentação completa com manual de usuário e administração e, se não bastasse, um treinamento sobre o que aquilo faz. Para mim fazer software é como um roteiro grastronômico, quase um ritual que vai desde a entrada até o café e cigarro no final.

Um artigo meu fala sobre isso mas hoje vou mais além nos pensamentos. Fiz uma enquete pessoal e descobri que a grande maioria daqueles que desejam um software fast-food são aqueles que menos tem para gastar. Coincidência ou não eles se esquecem que uma boa comida não depende de custo, mas de qualidade. Ao invés de “parcerizar” a idéia e trazer o desenvolvedor para junto pegando-o pelo estômago, afronta-os com a comida isopor acreditando que está fazendo um grande favor à ele, como se comer no McDonald’s fosse um favor para a cadeia americana. Ledo engano.

Falta senso principalmente de compartilhamento. Compartilhamento de trabalho, de idéias, de conhecimento, de prazeres. A cada dia a foice corta mais baixo e mais fundo, esquecendo-se porém que um dia não mais terá o que cortar.

Será que ainda tem jeito de comer uma comidinha de verdade?

Quer namorar comigo?

quinta-feira, 12 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

Hoje é dia dos namorados aqui na terra brasilis. Nesta data o faturamento de floriculturas, restaurantes, lojas de presentes e claro, motéis, cresce como poucas datas do ano. Para empresários destes setores é também uma data de festa onde o tilitar das caixas registradoras se torna uma melodia digna de quinta sinfonia.

Mas e a Internet nesta onda? Alguns negócios pré-estabelecidos certamente vão faturar devido a vida corrida do dia-a-dia onde muitas vezes até aquele “suar frio” se torna mecânico ou com data e hora marcada. Profissionais de todos os tipos irão se aproveitar da comodidade da Internet para fazer seus pedidos de tudo que é produto a fim de agradar o(a) amado(a), pelo menos neste dia.

Mas nem tudo é um arco-íris neste mercado. Um problema crônico ainda está na integração site-atendimento-logística-entrega onde uma pequena falha pode acarretar dezenas de distúrbios dos mais variados tipos e, dentre eles, o famoso “esqueceu de novo”. Culpa de quem? Da administradora de cartões? Da empresa de logística? Ou do próprio empresário que subestimando a capacidade de penetração da grande rede acredita que só o site dá conta do recado. Não, é muito mais que isso. Precisa-se pensar desde a redundância de sistemas até a entrega na porta da pessoa. Ninguém quer ficar sem seu mimo, principalmente hoje.

Há pouco um novo cliente me procura desesperado pois seu sistema está sofrendo de um mal grave: SQL Injection que derruba sua aplicação a cada hora. Sem mais o que fazer ou para onde correr, me consulta esperando conseguir uma pílula azul para seu problema. Impossível. Uma aplicação com milhares de linhas de código feita por um único programador que não documentou nada decreta o veredicto: vai perder o dia dos namorados, o faturamento e se bobear, a namorada.

Triste, uma lição aprendeu: centenas de pessoas vendo e mexendo no código usando técnicas e padrões de desenvolvimento corretos, podem fazer a diferença. Neste momento entra em ação a coqueluche do momento: o software livre como opção factível para este (e outros) males da Internet. A explicação é simples: em sistemas modulares, um defeito encontrado é facilmente isolado e rapidamente contornado, o que não ocorrem com aplicações de outros tipos, sejam estas de uma empresa ou não (ou ainda acredita que um elefante branco voa?).

Para mim resta aproveitar o dia dos namorados com minha companheira longe dos computadores (não sou tão nerd assim) e aguardar a próxima semana onde o sistema começará a ser trocado. Na avaliação deste cliente, o que perdeu neste dia pagaria com folga a migração e não valerá a pena esperar pelo dia das crianças para então ficar chorando pelo pirulito que caiu no chão. É melhor amarrar logo.