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Quer namorar comigo?

quinta-feira, 12 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

Hoje é dia dos namorados aqui na terra brasilis. Nesta data o faturamento de floriculturas, restaurantes, lojas de presentes e claro, motéis, cresce como poucas datas do ano. Para empresários destes setores é também uma data de festa onde o tilitar das caixas registradoras se torna uma melodia digna de quinta sinfonia.

Mas e a Internet nesta onda? Alguns negócios pré-estabelecidos certamente vão faturar devido a vida corrida do dia-a-dia onde muitas vezes até aquele “suar frio” se torna mecânico ou com data e hora marcada. Profissionais de todos os tipos irão se aproveitar da comodidade da Internet para fazer seus pedidos de tudo que é produto a fim de agradar o(a) amado(a), pelo menos neste dia.

Mas nem tudo é um arco-íris neste mercado. Um problema crônico ainda está na integração site-atendimento-logística-entrega onde uma pequena falha pode acarretar dezenas de distúrbios dos mais variados tipos e, dentre eles, o famoso “esqueceu de novo”. Culpa de quem? Da administradora de cartões? Da empresa de logística? Ou do próprio empresário que subestimando a capacidade de penetração da grande rede acredita que só o site dá conta do recado. Não, é muito mais que isso. Precisa-se pensar desde a redundância de sistemas até a entrega na porta da pessoa. Ninguém quer ficar sem seu mimo, principalmente hoje.

Há pouco um novo cliente me procura desesperado pois seu sistema está sofrendo de um mal grave: SQL Injection que derruba sua aplicação a cada hora. Sem mais o que fazer ou para onde correr, me consulta esperando conseguir uma pílula azul para seu problema. Impossível. Uma aplicação com milhares de linhas de código feita por um único programador que não documentou nada decreta o veredicto: vai perder o dia dos namorados, o faturamento e se bobear, a namorada.

Triste, uma lição aprendeu: centenas de pessoas vendo e mexendo no código usando técnicas e padrões de desenvolvimento corretos, podem fazer a diferença. Neste momento entra em ação a coqueluche do momento: o software livre como opção factível para este (e outros) males da Internet. A explicação é simples: em sistemas modulares, um defeito encontrado é facilmente isolado e rapidamente contornado, o que não ocorrem com aplicações de outros tipos, sejam estas de uma empresa ou não (ou ainda acredita que um elefante branco voa?).

Para mim resta aproveitar o dia dos namorados com minha companheira longe dos computadores (não sou tão nerd assim) e aguardar a próxima semana onde o sistema começará a ser trocado. Na avaliação deste cliente, o que perdeu neste dia pagaria com folga a migração e não valerá a pena esperar pelo dia das crianças para então ficar chorando pelo pirulito que caiu no chão. É melhor amarrar logo.