Arquivo da Categoria ‘Mídia Social’

Vaticano se rende às novas tecnologias

sexta-feira, 25 de julho de 2008 por Stelleo Tolda

Para estreitar relações com o público jovem, com a geração Y, é preciso falar a língua deles: mensagens de texto, comunicadores instantâneos, estar ativo e presente nas redes sociais e comunidades, ser relevante e atrativo.

 

Li no site AdNews que o Papa Bento XVI resolveu enviar mensagens de celular aos jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude, na Austrália. As mensagens são enviadas levando-se em conta o tipo de meio, abreviações e jargões típicos.

 

A primeira mensagem: “Jovens amigos, Deus e seu povo esperam muito de vcs, porque vcs receberam o presente supremo do Pai: o Espírito de Jesus - BXVI”.

 

É preciso estar onde o público está. E mais do que isso, é preciso falar a sua língua, entender o seu comportamento, a sua cultura se quisermos ser ouvidos.

 

Veja mais na web

O PAPA é POP e usa SMS para falar com jovens (Fonte AdNews) 

Nas nuvens

terça-feira, 1 de julho de 2008 por Rafael Bucco

Faz um tempo, um termo saiu das fileiras acadêmicas e chegou de vez à web. Trata-se da Cloud computing, ou computação nas nuvens. Não é um conceito novo. Na verdade, quem assistiu a O Exterminador do Futuro 3 (aquele em que o Arnold Xumbrega sai atirando num cemitério, com um caixão a tira-colo - meu, que cena é essa?!?!), entende o que significa o termo.

As nuvens nada mais são que a Internet. E computação na Internet nada mais é que aproveitar toda a capacidade de rede de servidores que só a web tem para fazer tudo o que a humanidade, e os indivíduos que a constituem, precisa(m).

Quando você compra um netbook, por exemplo, que vem com pouca memória e poucos programas (e pouca tela, e pouco processamento, e pouco teclado… :-D) está pensando (ou deveria) em usar tudo o que a Internet oferece de graça. O armazenamento, o editor de textos, o editor de fotos e por aí vai. Você está pensando em cloud computing. Diante de um netbook, você está nas nuvens.

É um conceito ótimo, que sinaliza o futuro dos micros. Em primeiro lugar, mostra que PC vai ser algo sem valor. Isso mesmo: quem gastar os tubos comprando uma máquina, poderá ser chamado de trouxa daqui a meia dúzia de anos - ou um pouco mais. Tudo vai depender de servidores. Será mais provável que você tenha em sua casa um servidor com seus vídeos, músicas e backup de arquivos, com vários pontos de acesso – na sala de TV, no escritório, na tela da geladeira – do que um micro ultra-potente desperdiçado, usado para rodar uma planilha de Excel ao som dos Beatles.

Em segundo lugar, mostra que a web tem vida, e nós a energizamos com nossas vidas. Pode ser que um dia tenhamos despejado tantos dados ali, que o sistema de busca semântica do Twine compile tudo e descubra maneiras de subjugar a humanidade. Quem sabe? No Exterminador do Futuro 3 isso aconteceu em 2004. E James Bond está aí para provar que a ficção não acerta datas, mas faz boas previsões…

Rafael Bucco - jornalista, escritor, editor da plataforma de conteúdo sobre negócios ResultsON.com.br e criador do site de gadgets OverBits.com.br.

WWW vs WWD! A web 3.0, o cérebro digital!

sábado, 28 de junho de 2008 por Gil Giardelli

Nem bem entendemos a Web 2.0, e ja falam da Web 3.0!
Na evolução digital 3.0, serão computadores falando com computadores!

A primeira onda Web 1.0, colocávamos todo tipo de conteúdo – foi a era dos grandes portais, a era da informação de uma única via, unidirecional! Na segunda onda, a Web 2.0, vivemos o apogeu da democratização, todos escrevem, postam, participam! Foi o final da era da Informação para a era da participação!

Na terceira geração, vamos organizar e garimpar!

Especialistas dizem que os computadores entenderão a semântica das palavras, associarão ideias, entenderão o perfil do pesquisador e desta forma darão respostas exatas! Esqueça o WWW (World wide Web) e seja bem vindo ao WWD (World Wide Database), ou seja, é o final da era do Bando de dados para a era do Banco de dados, e’ o fim do TMI (too much information ;)

Eu não acredito, que a Web 3.0 e’ apenas tecnologia! Ela e’ a junção entre Peopleware e Machineware!

Bem vindo a Web 3.0! Digo e repito, é a mesma Web de sempre que de tempos em tempo ganha apelidos e experiencia de vida, e agora chamaremos ela de Web 3.0!

Texto originalmente publicado no blog Humanidade 4.0 de Gil Giardelli

MySpace Hypertargeting

quinta-feira, 26 de junho de 2008 por Fabiano Coura

Hypertargeting é o processo do MySpace para encontrar grupos homogêneos de acordo com as informações providas pelos próprios usuários à plataforma de relacionamento. O bacana dessa tecnologia é que a segmentação é baseada totalmente na expressão livre dos interesses, desejos e momentos dos usuários.

Dentre os benefícios que eu vejo nesse modelo, acho que o mais importante é a possibilidade de se ter uma base comportamental “fresquinha” para se trabalhar, uma vez que o algoritmo de segmentação pode ser rodado continuamente, acompanhando dessa forma o comportamento dos usuários e refefinindo seus perfis. Para viajar um pouco mais, imagine se em um futuro próximo você poder inferir informações sobre os life events que estão para acontecer na vida dos indivíduos da comunidade. As possibilidades da comunicação dirigida serão infinitas e muito pertinentes. Confira abaixo os 867 grupos identificados, agrupados em 10 diferentes perfis.

Britânicos podem ser punidos por blogs corporativos falsos

segunda-feira, 23 de junho de 2008 por Stelleo Tolda

Tansparência a todo custo! Só assim que a questão foi resolvida na Inglaterra. Uma lei de proteção ao consumidor entrou em vigor e punirá empresas que publicarem blogs falsos (blogs de pseudo usuários comuns) de 5 mil a 16 mil Libras.

Estratégias de comunicação online que tentam ludibriar o consumidor ou se aproximar através de emboscadas já foram objeto de reflexão aqui, antes.

No entanto, lendo o blog ConteúdoB (fonte original: Tiago Doria Weblog) o assunto voltou à tona pela dimensão extrema que atingiu: a criação de uma medida legal para conter tais ações.

Várias empresas grandes já adotaram estratégias similares, foram descobertas e tiveram prejuízo de imagem.

Acho bobagem legislar em cima disso (como acho bobagem legislar sobre a maioria das coisas). Concordo com o André Sampaio que o valor do blog está no relacionamento. Quem mentir, quem não tiver estratégia de longo prazo, quem não demonstrar credibilidade será punido pela blogosfera e pelo mercado.

Longo prazo, relacionamento, confiança são alguns dos itens indispensáveis para quem quer ter uma presença online efetiva e positiva na web.

Veja mais na web

Blog fake dá multa às empresas (Fonte Tiago Dória Weblog)

Inglaterra proíbe autores “falsos” em blogs corporativos (Fonte Blog ConteúdoB)

Dinheiro polêmico (Fonte MLOG)

O que você faria em 15 minutos?

sexta-feira, 20 de junho de 2008 por Fabiano Coura


Se você tivesse 15 minutos do seu tempo livre, que atividade você gostaria de fazer? Na correria de Cannes juro que eu tomava uma cerveja. (Base: jovens americanos com idade entre 14 a 29 anos)

Texto originalmente publicado no blog de Fabiano Coura, como cobertura exclusiva de Cannes 2008.

Cada vez mais conectados

sexta-feira, 13 de junho de 2008 por Stelleo Tolda

A web se apresenta cada vez mais como uma plataforma que une pessoas e faz com que uma gama enorme de serviços – antes do mundo físico – se transporte para a rede.

Uma nota no UOL Tecnologia trouxe alguns exemplos, como o site Teu Advogado, que presta consultoria sobre termos jurídicos, sem custo e em até 3 dias úteis. Acredito que essa iniciativa tenha duas formas de ganhar dinheiro: ou monetizam o site ou atraem os usuários com dúvidas para que virem possíveis clientes.

Outro exemplo é o site Meus 3 desejos, cujo mote é a colaboração, um dos pilares da web 2.0: o usuário se inscreve e depois faz 3 desejos. Outros usuários olham e vêem se podem ou não ajudar alguém.

Eu ainda acrescento a essa lista, a plataforma de comunicação Sociale e o MercadoSolidário, do MercadoLivre.

A Sociale une empresas e entidades que possuem necessidades de comunicação com profissionais que podem suprir estas necessidades. É uma plataforma que aproxima quem precisa de serviços de comunicação e quem tem uma verba específica e deseja contratá-los, num sistema de concorrência.

Já o nosso MercadoSolidário é uma plataforma que funciona nos mesmos moldes do MercadoLivre, só que de forma gratuita para organizações não-governamentais e sem fins lucrativos que desejem incrementar suas receitas. As ONGs se cadastram no site, nós as isentamos das tarifações, elas vendem o que quiserem e, o que for obtido, é totalmente delas.

Ou seja, estamos cada vez mais conectados e tudo o que pode ser transformado em bites e bytes, definitivamente o será.

Qual será a próxima invenção?

Veja mais web

Web ajuda a achar amor, tirar dúvidas jurídicas e até fazer terapia (Fonte UOL Tecnologia)

A Internet dá poder ao usuário comum

quarta-feira, 11 de junho de 2008 por Manoel Netto

Não quis utilizar a palavra “povo” no título desse artigo porque sabemos que, apesar dos vários milhões de conectados - durante o Digital Age no ano passado, alguns palestrantes falaram em 18 milhões, outros em 25 milhões - ainda não podemos considerar como uma mídia de massa, como consideramos a TV (embora tenhamos mais celulares que TVs no Brasil). Não querendo confundir muito, atenhamo-nos ao fato de que a Internet dá poder para a pessoa comum.

Isso que chamamos de Web 2.0 nada mais é que uma tendência no uso da Internet, de técnicas e tecnologias que já estavam disponíveis há anos e muitas delas já eram utilizadas antes de serem chamadas dessa forma. E essa tendência é o reconhecimento do outro lado de nossa tela. Pensamos fora do quadrado, apesar de o utilizarmos cada vez mais. Sabemos que a Internet não é um ambiente dissociado da realidade, como alguns ainda a tratam, e que além de nós de rede somos efetivamente pessoas, iguais a qualquer outra.

Ao vislumbrarmos isso, após a euforia da novidade, quando o computador se torna mais um eletrodoméstico em casa, começamos a utilizar a Internet de forma muito mais social e interativa do que jamais havíamos usado. E isso nos dá poder, como seres sociais, como consumidores, geradores de conteúdo e formadores de opinião.

Que outro eletrodoméstico nos permite acesso simultâneo e sem fronteiras a outros milhões de consumidores de forma tão fácil quanto o computador? Antes dele, se você tinha um problema com um produto comprado - ou qualquer serviço, ou ataques aos seus direitos, o que seja - qual era a chance de outras pessoas saberem do seu problema, ou mesmo se envolverem nele, ou ouvir o outro lado? No máximo, se fosse algo muito, mas muito absurdo, você seria entrevistado por alguma TV e teria seu caso divulgado. Mas isso em casos extremos e até catastróficos. O computador ligado à Internet torna qualquer pessoa comum em potencial gerador de informação, de conteúdo, de ruído, reclamações, críticas que serão vistas e complementadas por outras pessoas em escala imprevisível.

Os blogs e a influência no consumo

Durante o evento do ano passada falou-se praticamente disso o tempo todo. Apesar de por um lado parecer uma repetição chata de um mesmo tema, ao avaliar direito vemos que as visões apresentadas foram de diferentes áreas, embora todas com a mesma conclusão. Todos os palestrantes falaram em blogs, que confirma-o como legítimo representante desse momento, e no seu poder de influência.

As pessoas comuns preferem acreditar numa resenha de um blog sobre determinado produto que de um grande site, isso não é novidade para nós, mas foi para muitos empresários e executivos presentes no evento. O poder da Cauda Longa foi citado algumas vezes e todos perceberam - embora alguns relutem em aceitar - que menos é mais, que mais valem 1000 blogs gerando 5 que 10 veículos gerando 50.

Sua empresa precisa ouvir o consumidor

Em uma das palestras, na sessão de perguntas, uma pessoa questionou se “dar ouvidos e estimular esse tipo de manifestação não acabaria gerando um consumidor tirano“. Ora, mas a tirania do consumidor não é plenamente aceitável, tendo em vista que ele é o patrão das empresas? Se você não adapta o seu produto, o consumidor não compra! Isso é muito simples, não adianta relutar. Se antes o consumidor apenas deixava de comprar e conversava sobre sua insatisfação com 20 amigos, agora ele fala para 20 milhões ao mesmo tempo e isso fica registrado para outros pesquisarem ad infinitum.

Mas se hoje é mais fácil para o consumidor reclamar, é igualmente fácil para a empresa monitorar essas reclamações e procurar sanar seus problemas e se comunicar com seus consumidores. A Internet possibilita uma gama de opções imensa que pode deixar a empresa muito mais próxima de seu cliente, e ele espera isso! Seu sucesso depende disso.

As 3 principais atitudes de uma empresa, que são danosas a sua marca são:

  1. não saber o que o seu consumidor pensa de sua marca;
  2. saber e não dar a mínima;
  3. não saber ouvir críticas ou reclamações, só elogios.

* Nota do autor: Esse texto foi publicado originalmente no Tecnocracia em 2007 e por achar bastante relacionado à proposta desse novo blog, resolvi replicá-lo aqui com mínimas alterações.