Arquivo da Categoria ‘Mercado’

Do que eles gostam

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

Mais do que “do que eles gostam”, começo esse post com “Do que eles precisam”. E completo: acesso à tecnologia.

Neste sentido, as lanhouses caíram no gosto popular e funcionam como instrumento de inclusão digital em nosso país, sobretudo nas periferias das grandes cidades e nas cidades menores que não dispõem de computadores ou internet em casa.

Há tempos estamos falando da entrada das classes C e D na internet e no comércio eletrônico. É sabido também que a porta de entrada para esses usuários são os jogos, os sites de relacionamento, de emprego e também os provedores de e-mail.

O mundo virtual serve para reforçar os vínculos que existem no mundo “real”. É o que diz a antropóloga e professora da ESPM/RJ, Carla Barros.

As redes sociais se apresentam então como a grande opção para esses grupos interagirem sem os custos proibitivos de transporte e de telefonia, por exemplo.

O que isso tudo significa? Que o aumento do poder aquisitivo destas classes, de fato, inaugura um novo mundo de possibilidades para o comércio eletrônico. O tíquete médio pode ser menor, mas em termos absolutos, essa população é muito maior que as classes A e B.

Você vai ficar fora dessa?

 

Veja mais na web

A riqueza dos bits (Revista Bites)

Lanhouses e a inclusão digital (Fonte MLOG)

Jogada de marketing?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008 por Stelleo Tolda

A banda irlandesa U2 vem causando certo furor em função de um novo álbum que tem data certa para ser lançado: novembro.

Porém, a polêmica não gira em torno do disco a ser lançado, mas de um suposto single que já teria caído nas graças dos internautas por conta de um episódio no mínimo estranho.

Bono Vox, o vocalista da banda, estaria ouvindo em alto e bom som o seu single, quando um fã passava pela rua perto de sua casa e teria captado e gravado tal música. Eis que a música já estaria na internet mobilizando o boca-a-boca online típico das exclusividades.

 

O single, denominado Sexy Boots, já está no YouTube e arrebanha diversos fãs para o disco que nem lançado foi.

 

A banda nega que a estratégia tenha sido usada para gerar buzz em torno do single e do novo álbum, de nome “No line on the Horizon”.

 

Para ouvir as versões da música no YouTube, acesse: http://www.undercover.com.au/News-Story.aspx?id=6015.

 

Será essa uma estratégia de guerrilha usada pela banda com finalidade de aumentar o boca-a-boca? Onde fica a inteligência subestimada dos reais fãs da banda neste caso?

 

Veja mais na web

U2 Sexy Boots Riff Is All Over YouTube (Fonte Site Undercover) 

O Fator facebook e os Obamaniacs

domingo, 7 de setembro de 2008 por Gil Giardelli

 

Ganhando ou não a eleição, Obama nos ensina em que a conectividade é a força motora da nova arena politica! Ganhando ou não, Obama e sua equipe mudaram o jeito de se fazer propaganda! Ganhando ou nao Obama mostrou a forca da internet e das redes sociais!
Obama usando a internet tornou-se uma máquina fashion dos tempos digitais e o seu slogan “Change we can believe in” na frase da geração da economia colaborativa.
E nada é por acaso, o diretor de internet e novas midias de Obama é nada mais, nada menos do que Chris Hugues, um jovem de 24 anos que junto com seus colegas de quarto na faculdade fundaram o Facebook! A sensação das redes sociais! 
Ele consegui a OBAMANIA  utilizando a força dos ”Internet Boomers” utilizando virilidade, redes sociais, videos no Youtube, ringtones, widgets, photos, e constantes updates.
Obama, criou seu perfil em 57 redes sociais, tornava-se a primeira pessoa a passar de 1.000.000 de amigos no facebook e seus discursos lídera a audiência no Youtube! 
Utilizando redes sociais de nichos, Obama fala com american-asiáticos utiliza o Asianave, com os afros-americanos BlackPlanetGLEE para falar com gays, lésbicas e simpatizantes, o Faithbasepara os religiosos e para falar com American-Latinos ele usa o Migente.
Ainda acha que a internet não é um adrenalizador midiático! O discurso de obama na convencão que consagrou-o como o candidato Democrata, teve mais audiência do que a abertura dos jogos Olímpicos da China! 
A velha mídia, acreditava que a definição do próximo presidente seria decidido nos debates televisivos, oriundos da decada de 50! Francamente! ;)
Como disse Andrew Rasiej, fundador do Personal Democracy News – site que monitora o impacto da tecnologia na política – “ Eles (old media) ainda estão contando os cavalos, enquanto o mundo esta se movimentando em locomotivas” seria, trem balas digitais?
A e-revolução não é toda história, mas é uma grande história! Onde não podemos utilizar velhos mapas para descobrir novas terras!

Veja a minha palestra sobre o tema, clique aqui

 

 

O novo guru da TI mundial

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 por Paulino Michelazzo

Com a saída de Gates da MS veio a pergunta: quem será o novo guru da tecnologia? Eu apostei na dupla Sergey Brin e Larry Page do Google como número 1 em poder mas acredito muito em Mark Shuttleworth como o mais criativo.

E você? Em quem aposta?

A matéria pode ser lida no UOL de hoje clicando-se aqui.

Fazendo a lição de casa

sexta-feira, 15 de agosto de 2008 por Paulino Michelazzo

Um grande website de vendas de ingressos para shows e eventos passou por um fiasco na semana da bossa nova em São Paulo com problemas que foram desde a não disponibilidade do serviço na Internet até a falta de tato com o usuário de seus serviços. Acostumados com um tráfego linear durante todo o tempo, em um repentino “boom” de acessos o website entrou em colapso deixando centenas de pessoas que queriam adquirir ingressos a míngua. Diante disso fica a pergunta: até quanto é possível mensurar cargas atípicas e o que fazer como contingência nestes casos? A resposta é: planejamento e lição de casa.

A cada dia mais e mais facilidades estão disponíveis na Internet. Desde serviços públicos até a aquisição de bens e serviços, tudo pode ser encontrado na grande rede de uma forma ou de outra. Muitas destas incursões no mundo digital são realizadas sem critérios, sem planejamento e pior que isso, sem testes. Este mix gera frustração para o usuário que precisa ou deseja ganhar tempo usando uma ferramenta e perda monetária para o fornecedor. Um bom exemplo é o caso de uma prefeitura do interior de São Paulo que possui um sistema de emissão de guias de recolhimento de impostos que contém um erro de uma única barra (/) em seu código, impedindo o contribuinte de emitir e imprimir a guia. Como resultado desta barra equivocada, impostos deixam de ser pagos por aqueles que não querem ou não podem ir até a repartição pública. Uma simples barra que foi lá esquecida por alguém que desenvolveu e não testou o que fez gerando perda monetária e frustração. Uma simples barra…

Mas nem só de erros de programação vive a web. Existem também aqueles causados pelo excesso de confiança que são como relacionamentos amorosos. Confia-se tanto no parceiro que são esquecidas regras básicas de convívio e manutenção do que foi construído, até o momento que esta confiança é traída e a lamentação torna-se onipresente (como bem relatado no artigo de Juliana Padron). E este foi o caso desta semana; excesso de confiança no sistema acarretou centenas de reclamações de seus usuários, perda financeira para a empresa e principalmente a credibilidade arranhada. Depois dessa, quem vai acreditar que é possível ter tranquilidade na aquisição de ingressos para grande eventos?

Claro, erros acontecem em todos os sistemas e até estamos acostumados com eles. Mas existem erros e “erros”. Numa função pouco usada ou que somente em determinadas circunstâncias é ativado, pode ser “aceito” tal como os bug’s de navegadores que permitem alguns usos indevidos sobre formas pouco convencionais, mas erros no meio de um fluxo constantemente usado são aqueles considerados inadmissíveis em todos os sentidos.

Para contornar situações como estas somente o planejamento e a velha “lição de casa”. O planejamento é usado para tentar mensurar o maior número de variáveis possíveis do sistema, inclusive aquelas que são consideradas atípicas tais como acessos em alta escala até a pane dos servidores. A lição de casa nada mais é que testar estas variáveis e criar planos de contingência no intuito de minimizar os efeitos colaterais advindos deste cenário catastrófico. Pecando nestes dois pontos tem-se uma ponte de cordas velhas sobre um desfiladeiro; pode não cair agora mas cairá algum dia.

Dicas? Inúmeras. Mas principalmente o bom senso e o real trato com os usuários. Deixar uma mensagem de “serviço indisponível” certamente não é a melhor forma de dizer ao usuário que o sistema está manco. Ser franco, admitir o erro e tentar da melhor e mais rápida forma contorná-lo (onde está a contingência?) são as ferramentas existentes no momento do caos. Se não tem solução, solucionado está mas este não é o provérbio que deve ser adotado a ferro e fogo na Internet. Até descobri-se que não existe solução, a busca por ele deve ser incansável, mesmo que seja para ver e ouvir João Gilberto.

Falando russo

segunda-feira, 11 de agosto de 2008 por Stelleo Tolda

O Google anunciou, no dia 18 de Julho, a compra do site russo, Zao Begun.

 

A compra se dá por alguns motivos: para entrar no país e para aproveitar a venda de publicidade local.

 

Um ponto que fica evidenciado nessa negociação é que o Google não é necessariamente o líder em buscas em todos os lugares do mundo. Como no Ocidente, é praticamente dono dos mercados de busca, muitas vezes assumimos que é líder mundo afora, o que não é verdade. 

 

Veja mais na web

Google compra Begun por 140 milhões de dólares (Fonte: M&M Online)

 

 

Mercado de buscas a todo vapor: continuação

sexta-feira, 18 de julho de 2008 por Stelleo Tolda

Acabamos de falar sobre a compra da Powerset pela Microsoft. Além disso, Yahoo (que por sinal também havia firmado uma parceria com a Microsoft) acaba de lançar o BOSS - “Build Your Own Search” (Construa sua própria busca).

A proposta do BOSS é permitir que qualquer site desenvolva um sistema de buscas baseado na tecnologia do Yahoo no que tange a indexação de informação e imagens. Em troca, exibição de anúncios nos resultados dessas buscas “powered by Yahoo”.

Essa é mais uma iniciativa para afrontar o Google na área de publicidade online e links patrocinados…

O fato é que esse mercado (de buscas) anda pra lá de aquecido e cheio de novidades…

Veja mais na web:

Yahoo! cede tecnologia de buscas em troca de anúncios (Fonte AdNews)

Mercado de buscas a todo vapor

sexta-feira, 18 de julho de 2008 por Stelleo Tolda

A Microsoft acaba de anunciar a compra do site de busca natural Powerset a fim de incrementar os esforços de busca relevante que a corporação já vem fazendo há algum tempo.

A justificativa da escolha pela Powerset, segundo executivos da companhia, é que é um bom complemento para os esforços já em andamento da própria Microsoft, além de comprar a inteligência que lá já existe.

Antes do lançamento, Powerset – que data de 2007 – prometia ser um google killer, ou seja, fazer frente ao gigante das buscas com resultados relevantes.

Para mim (e para o mercado), a compra é um sinal de que a Microsoft não está se dando por satisfeita e ainda irá brigar muito no mercado de busca

Veja mais na web:

Microsoft Acquires Contextual Search Engine Powerset (Fonte: Marketing Vox)
A importância das buscas na era da cauda longa (Fonte MLOG)
União de gigantes (Fonte MLOG)

Fast-food? Comigo não

segunda-feira, 7 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Minha velha é pessoa que cozinha e bem. Seja cozinhando para um ou pra uma dúzia, não tem como a comida não ficar boa. Segredo? Não é sazon mas é muito amor e muito carinho e gostar muito do que faz. Com esta receita não tem comida que não fique boa.

E dela herdei o mesmo gosto pela comida bem feita e como não poderia negar a descendência italiana, tenho pavor de fast-food. Pior, não é somente de comida fast-food que quero distância, mas também de software fast-food. Isso mesmo, aquele que o cliente diz “prá ontem”.

Prá ontem não existe no meu dicionário. Não faço prá ontem porque sei cozinhar. Do mesmo jeito que adoro comida bem feita, demoro para dar uma solução para um cliente. Mas por que demoro? Porque ele recebe não um conjunto de códigos jogados no meio de vários arquivos. Ele recebe um código todo comentado, um banco de dados todo desenhado, com seus dicionários, seus modelos, uma documentação completa com manual de usuário e administração e, se não bastasse, um treinamento sobre o que aquilo faz. Para mim fazer software é como um roteiro grastronômico, quase um ritual que vai desde a entrada até o café e cigarro no final.

Um artigo meu fala sobre isso mas hoje vou mais além nos pensamentos. Fiz uma enquete pessoal e descobri que a grande maioria daqueles que desejam um software fast-food são aqueles que menos tem para gastar. Coincidência ou não eles se esquecem que uma boa comida não depende de custo, mas de qualidade. Ao invés de “parcerizar” a idéia e trazer o desenvolvedor para junto pegando-o pelo estômago, afronta-os com a comida isopor acreditando que está fazendo um grande favor à ele, como se comer no McDonald’s fosse um favor para a cadeia americana. Ledo engano.

Falta senso principalmente de compartilhamento. Compartilhamento de trabalho, de idéias, de conhecimento, de prazeres. A cada dia a foice corta mais baixo e mais fundo, esquecendo-se porém que um dia não mais terá o que cortar.

Será que ainda tem jeito de comer uma comidinha de verdade?

Pseudo liberdade de expressão

sexta-feira, 4 de julho de 2008 por Stelleo Tolda

Segundo relatório da World Information Acess (WIA, Acesso Mundial à Informação), cada vez mais blogueiros foram presos por expor abusos ou críticas sobre governos.

Os países que mais reprimem os blogueiros são China, Egito e Irã e os temas mais polêmicos são corrupção no governo, abuso dos direitos humanos ou repressão a protestos. Supõem-se ainda que o número que ultrapassava os 64 blogueiros, desde 2003, seja muito maior, uma vez que é difícil verificar se foi realizada uma prisão.

Os números de 2007 foram triplicados em relação a 2006, o que se explica pelo crescente aumento dos blogs como ferramentas de expressão e de pressão política.

Só o fato da China restringir o acesso a páginas da internet já evidencia a política de expressão praticada no país e os cuidados que um blogueiro deve ter em países como este.

São dados como este que nos indicam a pseudo liberdade de expressão nos dias de hoje…

Blogs podem demitir pessoas, criar mal-entendidos corporativos e pessoais e ainda expor indivíduos e corporações. Ainda assim, são populares e ganham, a cada dia, as preferências dos internautas. Vai se arriscar? ;-)

Veja mais na web

Aumenta prisão de blogueiros em todo o mundo (Fonte AdNews/BBC Brasil)

Força ao jornalismo cidadão e aos blogueiros (Fonte MLOG)