Arquivo da Categoria ‘Criação’

Erros e acertos na web

terça-feira, 22 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Mês passado fui entevistado pela revista Ensino Superior voltada para universidades e faculdades de todo o país. O tema era os erros e acertos no desenvolvimento web, principalmente, mas não somente, para o segmento educacional.

Nela, eu e outros especialistas da área analizamos vários websites de universidades públicas e privadas objetivando principalmente apresentar as formas de como não fazer um website, seja ele voltado à alunos ou ainda à consumidores em geral e tomando como foco principalmente questões de acessibilidade e usabilidade, além de performance, ponto muito importante nos dias que mascaram o pequeno usuário dos confins do país sob os números de linhas DSL.

Vale a pena uma lida na matéria que pode ser acessada clicando-se aqui. Os comentários, como sempre, são muito bem vindos.

Nas nuvens

terça-feira, 1 de julho de 2008 por Rafael Bucco

Faz um tempo, um termo saiu das fileiras acadêmicas e chegou de vez à web. Trata-se da Cloud computing, ou computação nas nuvens. Não é um conceito novo. Na verdade, quem assistiu a O Exterminador do Futuro 3 (aquele em que o Arnold Xumbrega sai atirando num cemitério, com um caixão a tira-colo - meu, que cena é essa?!?!), entende o que significa o termo.

As nuvens nada mais são que a Internet. E computação na Internet nada mais é que aproveitar toda a capacidade de rede de servidores que só a web tem para fazer tudo o que a humanidade, e os indivíduos que a constituem, precisa(m).

Quando você compra um netbook, por exemplo, que vem com pouca memória e poucos programas (e pouca tela, e pouco processamento, e pouco teclado… :-D) está pensando (ou deveria) em usar tudo o que a Internet oferece de graça. O armazenamento, o editor de textos, o editor de fotos e por aí vai. Você está pensando em cloud computing. Diante de um netbook, você está nas nuvens.

É um conceito ótimo, que sinaliza o futuro dos micros. Em primeiro lugar, mostra que PC vai ser algo sem valor. Isso mesmo: quem gastar os tubos comprando uma máquina, poderá ser chamado de trouxa daqui a meia dúzia de anos - ou um pouco mais. Tudo vai depender de servidores. Será mais provável que você tenha em sua casa um servidor com seus vídeos, músicas e backup de arquivos, com vários pontos de acesso – na sala de TV, no escritório, na tela da geladeira – do que um micro ultra-potente desperdiçado, usado para rodar uma planilha de Excel ao som dos Beatles.

Em segundo lugar, mostra que a web tem vida, e nós a energizamos com nossas vidas. Pode ser que um dia tenhamos despejado tantos dados ali, que o sistema de busca semântica do Twine compile tudo e descubra maneiras de subjugar a humanidade. Quem sabe? No Exterminador do Futuro 3 isso aconteceu em 2004. E James Bond está aí para provar que a ficção não acerta datas, mas faz boas previsões…

Rafael Bucco - jornalista, escritor, editor da plataforma de conteúdo sobre negócios ResultsON.com.br e criador do site de gadgets OverBits.com.br.

In the Motherhood | Da Internet para TV

sexta-feira, 20 de junho de 2008 por Fabiano Coura


David Lang – presidente da MindShare e a Laura Klaubert - VP of Global Media da Unilever – apresentaram seu sitcom online “In the Motherhood”, um projeto de conteúdo assinado pela marca Suave de produtos de higiene pessoal da Unilever, e amparado em 2 insights: (1) as mães olham para outras mães em busca de conselhos, mais do buscam especialistas; e (2) por mais absurdo que pareça, as mães ficam felizes quando encontram outras mães em uma situação pior do que a delas (veja o episódio do avião!). A inovação está no fato de que pela primeira vez um anunciante desse porte resolveu usar a Internet como realmente ela deve ser utilizada, mesclando suas principais forças para engajar suas consumidoras. O projeto tem todos os componentes para engajar as consumidoras com a marca, ao mesmo tempo em que divulga os produtos, aumenta a consideração e estimula a compra:

(1) As próprias consumidoras enviam suas histórias reais para os roteiristas (conteúdo gerado pelo consumidor);

(2) Os roteiros pré-selecionados são votados e discutidos pela comunidade (consumidor no poder / comunidade por afinidades);

(3) A dona da estória escolhida é então convidada para acompanhar toda a produção em Holywood e aparece no making of do episódio, que também fica disponível no o site (participação do consumidor e conteúdo diferenciado);

(4) Os programas podem ser assistidos quando e como as consumidoras quiserem (vídeo on-demmand);

(5) O produto está sempre em segundo plano, mas é evidente que ele é o grande astro do show, entregando a proposta da marca através dos temas dos episódios: Suave é uma marca que tem como objetivo ajudar as mães que desejam voltar a ter tempo que elas tinham antes de ter seus filhos;

(6) A marca atua como um “enabler” do processo de criação, colaboração e participação junto a seus consumidores – Dá voz as mães consumidoras da marca;

(7) Inúmeras execuções criativas derivadas do conceito convidam as consumidoras para acompanharem os episódios em todos os canais pertinentes (material de PVD, embalagens, spots de TV, etc);

(8) A marca atua prestando um serviço, oferecendo uma plataforma para que as mães possam se conectar entre si;

O show virou uma febre nos EUA (já são mais de 17 milhões de views) e em apenas 2,5 meses o site se tornou o 5o. destino online para pais e mães de maior tráfego nos EUA. Detalhe: a ABC fechou um acordo com a Unilever para transmitir o programa em TV, o que acabou gerando uma discussão entre nós por aqui: porque devemos celebrar o sucesso de um projeto só porque ele foi para a TV? Será que todo o charme e todos os motivos do sucesso dele (colaboração e participação) não vai se perder nesse meio de caminho? Definitivamente os tempos são outros.

Acesse o website do projeto aqui.

Texto originalmente publicado no blog de Fabiano Coura, como cobertura exclusiva de Cannes 2008.

PodCannes 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008 por Tiago Baeta

Oi amigos.

O Jeff Paiva, da Agência Click, e o Estúdio Mellancia do Dj Maestro Bill, fizeram um belo trabalho de cobertura de Cannes 2008 através de excelentes podcasts e contou, inclusive, com a participação de 2 autores do livro (Suzana Apelbaum e Mentor Muniz Neto) além de nomes como Fernanda Romano e Vinicius Reis.

Boa parte do conteúdo aborda a categoria Cyber. E aproveito para parabenizar o Neto pelos leões em promo!

O conteúdo do PodCannes pode ser acessado por aqui.

Abraços!

Ah, o amor!

quinta-feira, 12 de junho de 2008 por Ana Amélia Erthal

Já faz algum tempo que os amantes, para demonstrar devoção e amor eternos, marcavam as iniciais em troncos robustos de árvores públicas. As letras, em sua maioria, eram circundadas por corações atravessados pela seta balsâmica de Eros, o deus grego popularizado cupido, aquele que dá uma mãozinha pro destino e encontra alma gêmea em meio à multidão.

Enfim, os tempos mudaram, mas a idéia de gravar pra sempre no tronco da árvore permaneceu e agora veio pra web. Essa é a proposta do site www.arvoredoamor.com.br. Você vai até lá, escolhe um coração e o site garante que vai ficar publicado “para sempre”. Claro que o espaço deve ser comprado e há modelinhos de coração para todos os gostos (até mesmo os partidos) e os preços variam. Mas a mensagem e a foto vão ficar no caule e você não pode alterar nem fotos, nem mensagem: uma vez gravada, para sempre na árvore do amor.

É uma boa sugestão de presente para esse Dia dos Namorados, ao menos não vai murchar daqui a três dias, não vai acabar em três meses, nem puir daqui a um ano.