Arquivo do autor

Medindo a audiências nos widgets

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 por Stelleo Tolda

A ComScore divulgou que vai medir audiência da internet em widgets e outros aplicativos no browser. É uma forma de reconhecer a importância do conteúdo distribuído da rede. Particularmente, considero isso extremamente positivo.

Já uma outra medida não me parece tão positiva é uma medida de GRPs que é usada na “mídia tradicional” e se caracteriza por somar as audiências das inserções de uma programação de TV. No caso da comScore, vai medir as impressões dos anúncios que um usuário de internet “consumiria”.

É uma forma de “traduzir” para quem não entende audiência na internet. Considero negativo não pela tradução em si, mas por tentar fugir daquilo que a internet tem de melhor: a possibilidade de medir de forma direta e efetiva o resultado de toda e qualquer ação de marketing.

Os resultados serão entregues aos clientes da ComScore, obviamente, num relatório estendido, permitindo contabilizar a audiência que consome este tipo de conteúdo, a média de visitantes destes aplicativos, a forma de uso, etc.

O bom é que teremos mais uma métrica a mais disponível no mercado e por outro lado, temos uma outra forma de contabilizar – GRP – emprestada da mídia tradicional…o que pode não ser tão bom assim…

AC/DC Rock-Nerd

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 por Stelleo Tolda

Nunca tinha visto nada igual, mas como apreciador de rock´n´roll vi a notícia no Gigablog e achei curiosa a iniciativa dos roqueiros.

A banda dos irmãos Young resolveu criar um clipe diferente: dentro de uma planilha de Excel (http://www.acdcrocks.com/excel/).

Em tempos em que as bandas se lançam no My Space, no Facebook ou tem widgets mil em seus sites ou nos sites sociais de música, a iniciativa chama a atenção pelo caráter inusitado. Ainda assim, tem caráter viral pelo sistema de escolha.

A música dentro do Excel é “Rock ‘N Roll Train” do álbum recém-lançado  “Black Ice”. O vídeo, dentro da planilha, é composto por uma série de caracteres. Claro que a banda também se preocupou em deixá-lo disponível no YouTube, mas quem aprecia pelo Excel tem uma experiência diferente.

O que será que as bandas ainda vão inventar?

Veja mais na web

Clipe de música do AC/DC é feito no Excel (Fonte Gigablog)

 

 

 

 

Transformando o computador em televisão

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

A proposta do iSofa.tv é transformar o computador em uma TV, exibindo os vídeos mais acessados da Internet, com a vantagem de que o usuário faz a sua programação.

Cada usuário cadastrado cria a sua própria estação de TV, com o endereço seucanal.iSofa.tv e acessa de qualquer parte do mundo a sua programação.

Além do usuário ter os seus programas preferidos ao acesso de um clique, também pode compartilhar, indicar e socializar as escolhas com os sites de bookmarking social como stumble, digg, de.li.ci.ous, além do Orkut.

Os idealizadores ainda prometem para o futuro salas de exibição de vídeos em que será possível convidar amigos para assistirem o mesmo vídeo enquanto conversam via chat.

Será que a TV, tal qual conhecemos hoje, tem futuro?

Veja mais na web

iSofa.tv permite criar seu próprio canal de TV (Fonte AdNews)

Votando pelo celular

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

 

Particularmente, penso que a idéia seja muito boa. Imaginem as vantagens em termos de ubiqüidade, rapidez e facilidade?

O CIASC (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina) está em processo de desenvolvimento de uma “urna digital”, trata-se de um sistema que realiza a apuração em tempo real em um aparelho smartphone e permite ao usuário votar sem sair de casa.

Os idealizadores acreditam que o projeto seria um facilitador da democracia. Levando-se em conta os idosos, os deficientes e os jovens abaixo dos 16 aos 17 anos, realmente, trata-se de inclusão!

Fora as questões de inclusão e de facilidade, o presidente do CIASC afirma que as eleições municipais custam aos cofres públicos cerca de R$ 1 bi. A nova tecnologia, por sua vez, gastaria apenas 5% desse valor.

A urna digital não permite que votos duplicados sejam contabilizados. Também está em ambiente de teste em empresas e organizações privadas.

Realmente, tudo o que tem potencial de ser digitalizado, o será! Assim espero. E que acabem as filas nas sessões eleitorais.

Se já somos um avanço em termos de eleições, por conta de nossas urnas eletrônicas, imaginem o progresso com celulares, smartphones e afins!

Veja mais na web

Sistema criado em Santa Catarina permite voto pelo celular; ouça (Fonte: Folha Online)

 

OBS: Amanhã tem Intercon 2008. Espero vocês: http://imasters.uol.com.br/intercon/2008/.

Do que eles gostam

sexta-feira, 17 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

Mais do que “do que eles gostam”, começo esse post com “Do que eles precisam”. E completo: acesso à tecnologia.

Neste sentido, as lanhouses caíram no gosto popular e funcionam como instrumento de inclusão digital em nosso país, sobretudo nas periferias das grandes cidades e nas cidades menores que não dispõem de computadores ou internet em casa.

Há tempos estamos falando da entrada das classes C e D na internet e no comércio eletrônico. É sabido também que a porta de entrada para esses usuários são os jogos, os sites de relacionamento, de emprego e também os provedores de e-mail.

O mundo virtual serve para reforçar os vínculos que existem no mundo “real”. É o que diz a antropóloga e professora da ESPM/RJ, Carla Barros.

As redes sociais se apresentam então como a grande opção para esses grupos interagirem sem os custos proibitivos de transporte e de telefonia, por exemplo.

O que isso tudo significa? Que o aumento do poder aquisitivo destas classes, de fato, inaugura um novo mundo de possibilidades para o comércio eletrônico. O tíquete médio pode ser menor, mas em termos absolutos, essa população é muito maior que as classes A e B.

Você vai ficar fora dessa?

 

Veja mais na web

A riqueza dos bits (Revista Bites)

Lanhouses e a inclusão digital (Fonte MLOG)

O estado da blogosfera

sexta-feira, 10 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

O Technorati, umas das entidades que mensura a blogosfera mundial, divulgou os resultados da 5ª edição do State of Blogosphere, um estudo anual sobre a popularização dos blogs.

Embora a metodologia gere certa polêmica, pois pouco ou nada inclui da blogosfera sul-americana (7%) e africana (0%!), o estudo nos apresenta uma crescente nas mídias sociais. Desde 2002, 133 milhões de blogs se registraram pelo sistema, porém apenas uma parte pequena (5,5%) teve atualização nos últimos quatro meses.

Em termos de formação acadêmica, 70% dos blogueiros têm graduação e 40% deles têm renda média anual de US$ 75 mil. No quesito faixa etária, menos da metade têm mais de 35 anos e 2/3 são homens.

Os blogs pessoais (que não incluem trabalho) são mais recorrentes, com 79% do total. Os blogs profissionais ocupam a segunda posição, seguido pelos corporativos (como este nosso aqui) com 12% do universo.

No Brasil, o Ibope/NetRatings aferiu que em junho deste ano, cerca de 11 milhões de internautas (representando 51% dos usuários domésticos da rede) navegaram pelas plataformas WordPress ou Blogger.

Como o estudo Technorati inclui mais preponderantemente a blogosfera norte-americana, os nossos números talvez não ganhem a mesma expressão que temos em terras nacionais.

Outro ponto que vale questionar e que foi mencionado no artigo do IDG é que a medição não inclui blogs hospedados em servidores próprios, uma realidade da blogosfera brasileira entre os de maior relevância.

Mesmo assim, números na casa dos seis dígitos são impressionantes e nos deixam uma principal lição: não se trata de um mundo que pode ser ignorado, negligenciado ou esquecido pelas empresas.

 

Veja mais na web

Technorati: blogosfera estrangeira atinge disseminação e perfil mais maduro (Fonte Digital Age/IDG Now)

Jornalismo também se faz pelas mídias sociais

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 por Stelleo Tolda

Recentemente, a Globo lançou um portal para reunir pessoas que querem denunciar queimadas e desmatamentos na Amazônia – o Globo Amazônia.

Os integrantes do Orkut que quiserem podem instalar widgets em seus perfis para potencializar o mecanismo de denúncia da Rede Globo.

O aplicativo já ocupa, segundo o blog Intermezzo, o terceiro lugar no ranking dos mais utilizados pelo brasileiro, ficando atrás de BuddyPoke e o Minha Música.

Além do Globo Amazônia, Globo Esporte e Portal Exame também aderiram aos widgets para o nosso mais expressivo site de relacionamentos online, o Orkut.

Noticiário multimídia segmentado, game (Jogo da Bolsa) e outros “que tais” incrementam os perfis que antes tinham as características apenas de entretenimento e engordam o rol de funções que os sites de relacionamento passam a ter para as pessoas.

O que leva uma grande empresa jornalística a se lançar neste mundo? Colaboração dos membros? Acredito que não. A questão de ir até onde o povo está é mais forte, em minha opinião. Estar no Orkut significa estar onde a audiência está a real intenção seja “puxar” esse tráfego para os sites.

Já o YouTube criou um concurso jornalístico em seus domínios: o “Project: Report“, uma competição voltada para jornalistas amadores (não-profissionais) e também estudantes de jornalismo. Ganha quem contar histórias que a mídia tradicional não deu. O que ganham os participantes? Uma bolsa para o Pulitzer Center.

O que fica evidente nestas duas iniciativas:

- a necessidade das organizações atraírem os internautas com conteúdo relevante

E

- gerar participação e envolvimento de seus membros.

Na era da participação, ninguém quer ficar de fora.

;-)

Veja mais na web

Por que o Fantástico, o Globo Esportes e o Portal Exame criaram aplicativos para o Orkut? (Fonte Blog Intermezzo)

YouTube cria competição jornalística (Fonte Blog Intermezzo)

Redes sociais são a nova aposta das marcas (Fonte MLOG)

Jornalismo financiado pela comunidade (Fonte MLOG)

Armazenamento social

sexta-feira, 26 de setembro de 2008 por Stelleo Tolda

A expressão  “Cloud computing” vem se popularizando nos últimos tempos. Uma das áreas que ganhou com esse conceito de ubiqüidade e computação remota foi a de armazenamento online. Sobretudo se pensarmos a questão do back up de dados.

Os HDs externos, os pen drives, os CDs, disquetes e afins ganham um poderoso aliado:  o armazenamento online que dispensa todos esses aparatos.

Um dos serviços de armazenamento online que me chamou a atenção foi Wuala. Um artigo do Economist diferencia o Wuala pelo fato de que a maioria das empresas que presta esse serviço se utiliza de servidores centralizados. O problema da nuvem é justamente quando os servidores caem.  A beleza do serviço Wuala da empresa Caleido está em conseguir mais confiabilidade usando o que eles chamam de “social online storage” ou armazenamento online social (por falta de um termo melhor, como já havia dito Roberto Cassano, que acredita que o termo social remete a causas humanitárias e sociais).

O desafio do Wuala é minimizar o número de cópias do mesmo arquivo que ocupam banda e espaço nos computadores. A solução dos idealizadores então é quebrar os arquivos em “pedaços” que podem ser distribuídos nos computadores participantes e que depois são reconstruídos para acesso.

Detalhes mais técnicos sobre o Wuala podem ser acessados no próprio site: http://wua.la/ ou na matéria do Economist (http://www.economist.com/daily/news/displaystory.cfm?story_id=12081445&fsrc=nwl).

As vantagens: você sempre terá os seus arquivos ainda que não disponha de seu PC ou se algo acontecer com ele, a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo. Compartilhamento de arquivos é também outra vantagem, uma vez que é possível escolher quem pode ter acesso a que tipos de arquivos.

Enfim, o sentido de comunidade pode trazer benefícios para os usuários comuns até mesmo no armazenamento de arquivos…

Veja mais na web

Thanks for the memory (Fonte The Economist)

Wuala

Cloud Computing (Fonte Coworkers)

Literatura no Twitter?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008 por Stelleo Tolda

Pois é assim mesmo que um grupo de autores dos Estados Unidos deixou as ferramentas tradicionais de lado e partiu para o Twitter como instrumento para redigirem suas obras.

De 140 em 140 caracteres, esses autores estão deixando na rede as suas obras. Um dos exemplos mais interessantes é Matt Richtel, do NY Times, que narra a história de um homem que perdeu a memória e só tem o aparelho celular. Objeto esse que o ajuda a contar a sua história. Como o gênero do texto é de assassinato – thriller – o autor batizou a empreitada de twiller (uma mistura de twitter com thriller).

Sinceramente, como curiosidade a iniciativa é interessantíssima, agora, como literatura, não sei não. ;-)

Vamos acompanhando…quem sabe não se torne um Best Seller?

Veja mais na web

Experiência nova | Eles estao escrevendo seus livros no Twitter (Fonte BlueBus)

Integração entre os mundos on e offline

sexta-feira, 12 de setembro de 2008 por Stelleo Tolda

Só o fato de a plataforma Android gerar muitos aplicativos já é um assunto interessante em si. O aplicativo de comparação (baseado em Android) que encontrei em uma de minhas leituras, além de super interessante, ainda permite uma boa interface entre os mundos online e o “de barro e tijolo”.

 

Trata-se de uma funcionalidade que permite ler no celular o código de barras de um determinado produto e dizer se o preço está bom (comparado com outros que se encontram online). Ainda é possível ler opiniões sobre o produto e até mesmo achar uma loja (pelo GPS do celular) onde o produto esteja disponível.

 

O aplicativo digitaliza o código de barras e verifica - de imediato - se o preço ali naquele estabelecimento é um bom negócio. Será possível comparar preços entre dezenas de lojas em apenas alguns segundos.

 

Ganha o consumidor que não precisará “bater perna” para encontrar o melhor preço e ganham as operadoras de celulares e os integradores que estiverem dispostos a oferecer o serviço. Perde o varejo que não gosta de concorrência.

 

Será que não vão deixar entrar celulares Androids nas lojas?

 

Veja mais na web

 

Celular como ponto de acesso à web (Fonte MLOG)