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O novo guru da TI mundial

segunda-feira, 18 de agosto de 2008 por Paulino Michelazzo

Com a saída de Gates da MS veio a pergunta: quem será o novo guru da tecnologia? Eu apostei na dupla Sergey Brin e Larry Page do Google como número 1 em poder mas acredito muito em Mark Shuttleworth como o mais criativo.

E você? Em quem aposta?

A matéria pode ser lida no UOL de hoje clicando-se aqui.

Fazendo a lição de casa

sexta-feira, 15 de agosto de 2008 por Paulino Michelazzo

Um grande website de vendas de ingressos para shows e eventos passou por um fiasco na semana da bossa nova em São Paulo com problemas que foram desde a não disponibilidade do serviço na Internet até a falta de tato com o usuário de seus serviços. Acostumados com um tráfego linear durante todo o tempo, em um repentino “boom” de acessos o website entrou em colapso deixando centenas de pessoas que queriam adquirir ingressos a míngua. Diante disso fica a pergunta: até quanto é possível mensurar cargas atípicas e o que fazer como contingência nestes casos? A resposta é: planejamento e lição de casa.

A cada dia mais e mais facilidades estão disponíveis na Internet. Desde serviços públicos até a aquisição de bens e serviços, tudo pode ser encontrado na grande rede de uma forma ou de outra. Muitas destas incursões no mundo digital são realizadas sem critérios, sem planejamento e pior que isso, sem testes. Este mix gera frustração para o usuário que precisa ou deseja ganhar tempo usando uma ferramenta e perda monetária para o fornecedor. Um bom exemplo é o caso de uma prefeitura do interior de São Paulo que possui um sistema de emissão de guias de recolhimento de impostos que contém um erro de uma única barra (/) em seu código, impedindo o contribuinte de emitir e imprimir a guia. Como resultado desta barra equivocada, impostos deixam de ser pagos por aqueles que não querem ou não podem ir até a repartição pública. Uma simples barra que foi lá esquecida por alguém que desenvolveu e não testou o que fez gerando perda monetária e frustração. Uma simples barra…

Mas nem só de erros de programação vive a web. Existem também aqueles causados pelo excesso de confiança que são como relacionamentos amorosos. Confia-se tanto no parceiro que são esquecidas regras básicas de convívio e manutenção do que foi construído, até o momento que esta confiança é traída e a lamentação torna-se onipresente (como bem relatado no artigo de Juliana Padron). E este foi o caso desta semana; excesso de confiança no sistema acarretou centenas de reclamações de seus usuários, perda financeira para a empresa e principalmente a credibilidade arranhada. Depois dessa, quem vai acreditar que é possível ter tranquilidade na aquisição de ingressos para grande eventos?

Claro, erros acontecem em todos os sistemas e até estamos acostumados com eles. Mas existem erros e “erros”. Numa função pouco usada ou que somente em determinadas circunstâncias é ativado, pode ser “aceito” tal como os bug’s de navegadores que permitem alguns usos indevidos sobre formas pouco convencionais, mas erros no meio de um fluxo constantemente usado são aqueles considerados inadmissíveis em todos os sentidos.

Para contornar situações como estas somente o planejamento e a velha “lição de casa”. O planejamento é usado para tentar mensurar o maior número de variáveis possíveis do sistema, inclusive aquelas que são consideradas atípicas tais como acessos em alta escala até a pane dos servidores. A lição de casa nada mais é que testar estas variáveis e criar planos de contingência no intuito de minimizar os efeitos colaterais advindos deste cenário catastrófico. Pecando nestes dois pontos tem-se uma ponte de cordas velhas sobre um desfiladeiro; pode não cair agora mas cairá algum dia.

Dicas? Inúmeras. Mas principalmente o bom senso e o real trato com os usuários. Deixar uma mensagem de “serviço indisponível” certamente não é a melhor forma de dizer ao usuário que o sistema está manco. Ser franco, admitir o erro e tentar da melhor e mais rápida forma contorná-lo (onde está a contingência?) são as ferramentas existentes no momento do caos. Se não tem solução, solucionado está mas este não é o provérbio que deve ser adotado a ferro e fogo na Internet. Até descobri-se que não existe solução, a busca por ele deve ser incansável, mesmo que seja para ver e ouvir João Gilberto.

Programação como ela é

sábado, 26 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Neste ano o iMasters Intercon vai desafiar a cabeça e as pernas de seus participantes. O conjunto de novidades é tão grande que a dúvida será como dividir a mente de duas, três partes para poder acompanhar tudo o que vai ocorrer dentro do evento. Desde palestras de gente conhecida da mídia digital até cabo de rede voador vai ter numa festa que promete ser memorável em todos os sentidos.

E para deixar o caldo mais grosso ainda, fui convidado este ano para participar não como palestrante como nas últimas… sei lá quantas vezes. Desta vez o buraco é um pouco mais embaixo e o desafio muito maior que estar diante de 700 pessoas falando sobre algum tema. As oficinas de programação, desde sua concepção até o resultado final ficaram sob minha responsabilidade, a qual prometi dar o melhor possível para agradar gregos, troianos, romanos e tudo mais o que vier.

Como desta vez os organizadores do evento pagam uma dívida antiga para com um segmento até então meio esquecido, os programadores terão o prazer de se deleitar não com aquelas palestras teóricas ou fundamentais, mas sim com aquilo que vêem todos os dias: código. A idéia é levar o ambiente de trabalho dos programadores para dentro do evento com os mesmos desafios e a mesma informalidade, propiciando assim um espaço diferente onde se sintam em casa e participem dos códigos que irão nascer das mãos dos que já estão há anos na lida do desenvolvimento.

O time de palestrantes, escolhidos a dedo por suas capacidades e facilidades de fazer coisas complexas se tornarem simples poderá ser conhecido dentro de alguns dias bem como os temas abordados, os quais certamente irão deixar muito programador com coceira nos dedos. Não acredita? Literalmente pague para ver o que estamos preparando no Intercon 2008.

:wq

Erros e acertos na web

terça-feira, 22 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Mês passado fui entevistado pela revista Ensino Superior voltada para universidades e faculdades de todo o país. O tema era os erros e acertos no desenvolvimento web, principalmente, mas não somente, para o segmento educacional.

Nela, eu e outros especialistas da área analizamos vários websites de universidades públicas e privadas objetivando principalmente apresentar as formas de como não fazer um website, seja ele voltado à alunos ou ainda à consumidores em geral e tomando como foco principalmente questões de acessibilidade e usabilidade, além de performance, ponto muito importante nos dias que mascaram o pequeno usuário dos confins do país sob os números de linhas DSL.

Vale a pena uma lida na matéria que pode ser acessada clicando-se aqui. Os comentários, como sempre, são muito bem vindos.

Fast-food? Comigo não

segunda-feira, 7 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Minha velha é pessoa que cozinha e bem. Seja cozinhando para um ou pra uma dúzia, não tem como a comida não ficar boa. Segredo? Não é sazon mas é muito amor e muito carinho e gostar muito do que faz. Com esta receita não tem comida que não fique boa.

E dela herdei o mesmo gosto pela comida bem feita e como não poderia negar a descendência italiana, tenho pavor de fast-food. Pior, não é somente de comida fast-food que quero distância, mas também de software fast-food. Isso mesmo, aquele que o cliente diz “prá ontem”.

Prá ontem não existe no meu dicionário. Não faço prá ontem porque sei cozinhar. Do mesmo jeito que adoro comida bem feita, demoro para dar uma solução para um cliente. Mas por que demoro? Porque ele recebe não um conjunto de códigos jogados no meio de vários arquivos. Ele recebe um código todo comentado, um banco de dados todo desenhado, com seus dicionários, seus modelos, uma documentação completa com manual de usuário e administração e, se não bastasse, um treinamento sobre o que aquilo faz. Para mim fazer software é como um roteiro grastronômico, quase um ritual que vai desde a entrada até o café e cigarro no final.

Um artigo meu fala sobre isso mas hoje vou mais além nos pensamentos. Fiz uma enquete pessoal e descobri que a grande maioria daqueles que desejam um software fast-food são aqueles que menos tem para gastar. Coincidência ou não eles se esquecem que uma boa comida não depende de custo, mas de qualidade. Ao invés de “parcerizar” a idéia e trazer o desenvolvedor para junto pegando-o pelo estômago, afronta-os com a comida isopor acreditando que está fazendo um grande favor à ele, como se comer no McDonald’s fosse um favor para a cadeia americana. Ledo engano.

Falta senso principalmente de compartilhamento. Compartilhamento de trabalho, de idéias, de conhecimento, de prazeres. A cada dia a foice corta mais baixo e mais fundo, esquecendo-se porém que um dia não mais terá o que cortar.

Será que ainda tem jeito de comer uma comidinha de verdade?

Monopólio travestido de concorrência

sexta-feira, 4 de julho de 2008 por Paulino Michelazzo

Qualquer brasileiro com dois neurônios bons e um manco tem certeza que o processo de privatização das companhias telefônicas (as famosas teles) em nosso país foi um dos maiores engodos políticos e comerciais que já vivemos. Pagamos via BNDES para empresas estrangeiras manipularem dados e voz em nosso território sem criar uma efetiva concorrência que oferecesse opções para os usuários. Mudaram os donos mas a fedentina continuou a mesma (só que mais rápida).

Exemplo disso apresentou-se esta semana em São Paulo. O estado com maior PIB do país simplesmente foi removido do planeta Internet por um defeito “complexo e raro” ocorrido na Telefonica de España, aquela que detém o monopólio das telecomunicações do estado. Sem escrúpulos e principalmente sem respeito, a empresa desconversa sobre o problema que amordaçou não somente os pequenos e desamparados usuários domésticos, mas também o mesmo governo que graciosamente ofereceu a concessão à eles. Para abafar o caso, estão fazendo o possível para restabelecer as conexões e delegacias de polícia, serviços públicos, escolas e até mesmo poderosos serviços de transações bancárias tiveram seu período de nostalgia reavivando canetas Bic e formulários xerocados. Nem mesmo em países comunistas tal prática é possível ser imaginada. Lá, ou se tem funcionando ou não se tem. Nada de meio termo.

A agência criada para passar a afagar as ditas teles diz que está investigando as causas. Conversa! Não existem detetives dentro da agência e muito menos interesse em investigar qualquer coisa. Para quê mexer com a segunda maior empregadora do país e uma das maiores pagadoras de impostos? Deixa para lá, só foram 48 horas mesmo. A Ingrid ficou seis anos no cativeiro. Porque os paulistas não podem ficar dois dias sem Orkut e YouTube?

O possível é pouco, muito pouco. O correto não é o possível. Correto seria a verdadeira concorrência como vista nos países corretos. A falta de outras companhias, a falta do compartilhamento de redes e principalmente a falta de respeito com o cidadão fazem de nosso sistema telefônico e de Internet uma das maiores piadas da América Latina. Até mesmo países como México e Chile já descobriram a fórmula para resolver a questão. A mesma caneta Bic usada pelas autarquias públicas nesta semana poderia ser usada para colocar cinco, dez, cinquenta companhias na mesma área criando uma briga de preços, qualidade, serviços e atendimento corretos para o cidadão e mostrar efetivamente quem sabe fazer. Mas como a Mont Blanc repousa no escaninho do ex-repórter global que não tem interesse em nada mudar, ficamos a mercê do raro e do complexo advindos do velho continente, mira?

Neste momento mudo o dito popular “quem não tem competência não se estabelece”. Na verdade, quem não tem concorrência não precisa de competência e se estabelece.

Happy sunday

domingo, 29 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

Estágio - Analista de Atendimento de Suporte

- Curso superior em Andamento (Informática, Ciência da Computação, Análise de Sistemas ou áreas afins);
- Conhecimentos em TCP/IP, produtos Microsoft como: Active Directory, Exchange, ISA, redes corporativas;
- Desejável certificação MCP;
- 2 anos de experiência com Help Desk ou Administração de Redes;
- Valor Bolsa auxílio: R4 500 a R$ 700;
- Benefícios: Vale refeição, Vale transporte.

A historinha:

- Vocês tem uma vaga para estágio não é?
- Sim, temos sim
- Legal, onde está a ficha de inscrição para que possa me inscrever?
- Ficha de inscrição? Você tem que mandar um curriculum..
- Curriculum? Mas a vaga não é para estágio?
- Sim, é, mas e daí?
- Bem, é que pensei que estágio é aquele período onde você vai aprender na prática aquilo que estudou na teoria na faculdade…
- Ahhh, não não, aqui é diferente. Você precisa ter dois anos de experiência em help-desk ou administração de redes.
- Dois anos de experiência? Mas se eu tenho dois anos de experiência, como posso fazer estágio? Estágio é quando não se tem experiência prática. Pelo menos é o que está escrito lá no meu dicionário de língua portuguesa.
- É por isso que você não está entendendo. Somos uma empresa global e não usamos o português. Para nós, estagiário tem que ter experiência.
- Mas quando já se tem dois anos de experiência já se é aquilo que chamam de “júnior” não é?
- Não, para nós não. Ainda é estagiário.
- Hmmm, e precisa de mais alguma coisa?
- Nada, somente alguns conhecimentos de protocolo TCP-IP, sistemas operacionais windows, hardware e, se possível, ser MCP.
- MCP? Acho que já ouvi falar nisso. É aquela indicação “Mas Como Pode” ser tão burro para aceitar não é? Obrigado, eu estou procurando estágio somente.

Obs: a vaga é verdadeira e foi postada em fórum na semana passada.

Marketing com força e inteligência

quarta-feira, 18 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

A Internet deu hoje mais uma mostra de seu poder de penetração e também do que o marketing bem feito é capaz de operar. A Fundação Mozilla bateu o recorde mundial de downloads de um mesmo software nas primeiras vinte e quatro horas de seu lançamento ou alguma coisa como a maior bilheteria da história do cinema. Foram quase 8 milhões e 600 mil downloads resultando em uma média acima de 5 mil downloads por minuto. A coisa foi tão grande que não escaparam as tradicionais piadas como o envio de um bolo pela turma da Microsoft para o Mozilla.

Mas de onde veio tanto poder? Como um software conseguiu mobilizar tanta gente em quase todos os países do mundo em torno de algo? Como é possível tal façanha sem gastar um único centavo? Simples: marketing bem feito.

Não é de hoje que a Internet mostra o contraponto ao marketing tradicional. Enquanto algumas empresas gastam milhões com grandes campanhas para seus produtos e serviços na mídia tradicional e esquecem da Internet (esquecem???), a marca mais valiosa do mundo (Google) não gasta um único centavo com TV, revistas ou jornais. Simplesmente seus 86 bilhões de dólares advém da força da Internet, de um produto bem feito e claro, de um marketing localizado e dentro de uma das máximas do dia-a-dia: falem bem, falem mal mas falem de mim.

O Firefox não foge a regra. Com um produto excepcional (vai dizer que não é), um marketing genial e focado na comunidade de usuários, ele mostra que o gasto com o tradicional não é obrigatório para uma marca crescer, mas sim inteligência, bom senso e ousadia para fazer aquilo que ninguém tinha pensado antes.

Será que este pode ser o pontapé para um novo boom no marketing digital?

Quem empaca a rede

terça-feira, 17 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

A Indonésia é um país interessante em todos os sentidos. A maior nação mulçumana da Terra, ela soca mais de 237 milhões de habitantes em um território composto por 17 mil ilhas que são conjuntamente um pouco maior que o estado do Amazonas. Além deste exercício de física, a Indonésia ainda é o país com o maior número de atividades vulcânicas do planeta e volta e meia é assolado por tufões e outros desastres naturais.

Mas mesmo com tudo isso, a Indonésia dá um show em nossa terra brasilis quando o assunto é telecomunicações. Lá você tem acesso à Internet em qualquer portinha da esquina (literalmente) por um preço extremamente baixo e quando o assunto é telefonia, a distância é ainda maior: a ligação DDI por mais cara que seja não custa mais de 80 centavos de dólar o minuto (para o Brasil, cerca de 54 centavos de dólar). O mesmo ocorre em países como Vietnã, Laos e Tailândia. Conexões bataras, serviços rápidos e deixemos a coisa fluir. Já no Brasil….

Tive a necessidade de mudar meu SoHo para São Paulo. Mesmo sendo paulistano do centro velho, não mais tenho o apreço que tinha pela capital da fumaça. A fumaça é muita hoje em dia e os carros me deixam atordoado. Mas para o bem de todos e felicidade geral da nação compradora de serviços de software, mudei. Minha primeira tarefa foi a solicitação de uma linha DSL para trabalhar. Para a compra, 1 gigabit de velocidade mas para funcionar parece um modem USRobotics de 28K; três dias de brigas com a companhia telefônica, discussões com atendentes robotizados que não sabem a diferença entre um teclado e um monitor e uma velocidade 75% abaixo do mínimo que prometem no serviço.

Nestes momentos penso como podemos crescer se nossa infra-estrutura é pífia e os serviços prestados conseguem ser piores que os de nações desconhecidas e longínquas. Perco eu, pequeno empresário desenvolvendor de software que não consigo atender meus clientes de forma competente, perde o cliente que precisa de um serviço e não tem, perde o funcionário do cliente porque se o cliente não vende, não recebe e perde o emprego, perde o país que não faz a espiral sócio-econômica andar. Quem ganha? Somente a companhia que tira daqui 13,7% de todo o faturamento mundial prestando aquilo que chamam de serviço mas que não passaria pelo crivo de nenhum órgão regulador decente em seu país de origem e muito menos pelos seus clientes do velho continente.

Enquanto isso, vamos empurrando com a barriga. Concorrência não existe, atendimento é sonho e lá se vão meus reais a juros astronômicos para as mãos de outros. Quem empaca a rede? Somos nós mesmos que não conseguimos nos desvincilhar deste DNA podre que nos acompanha há mais de cinco séculos. Mas quem sabe dia destes nos voltamos para Meca e pedimos para Maomé nos ajudar pelo menos a nos comunicar.

Quer namorar comigo?

quinta-feira, 12 de junho de 2008 por Paulino Michelazzo

Hoje é dia dos namorados aqui na terra brasilis. Nesta data o faturamento de floriculturas, restaurantes, lojas de presentes e claro, motéis, cresce como poucas datas do ano. Para empresários destes setores é também uma data de festa onde o tilitar das caixas registradoras se torna uma melodia digna de quinta sinfonia.

Mas e a Internet nesta onda? Alguns negócios pré-estabelecidos certamente vão faturar devido a vida corrida do dia-a-dia onde muitas vezes até aquele “suar frio” se torna mecânico ou com data e hora marcada. Profissionais de todos os tipos irão se aproveitar da comodidade da Internet para fazer seus pedidos de tudo que é produto a fim de agradar o(a) amado(a), pelo menos neste dia.

Mas nem tudo é um arco-íris neste mercado. Um problema crônico ainda está na integração site-atendimento-logística-entrega onde uma pequena falha pode acarretar dezenas de distúrbios dos mais variados tipos e, dentre eles, o famoso “esqueceu de novo”. Culpa de quem? Da administradora de cartões? Da empresa de logística? Ou do próprio empresário que subestimando a capacidade de penetração da grande rede acredita que só o site dá conta do recado. Não, é muito mais que isso. Precisa-se pensar desde a redundância de sistemas até a entrega na porta da pessoa. Ninguém quer ficar sem seu mimo, principalmente hoje.

Há pouco um novo cliente me procura desesperado pois seu sistema está sofrendo de um mal grave: SQL Injection que derruba sua aplicação a cada hora. Sem mais o que fazer ou para onde correr, me consulta esperando conseguir uma pílula azul para seu problema. Impossível. Uma aplicação com milhares de linhas de código feita por um único programador que não documentou nada decreta o veredicto: vai perder o dia dos namorados, o faturamento e se bobear, a namorada.

Triste, uma lição aprendeu: centenas de pessoas vendo e mexendo no código usando técnicas e padrões de desenvolvimento corretos, podem fazer a diferença. Neste momento entra em ação a coqueluche do momento: o software livre como opção factível para este (e outros) males da Internet. A explicação é simples: em sistemas modulares, um defeito encontrado é facilmente isolado e rapidamente contornado, o que não ocorrem com aplicações de outros tipos, sejam estas de uma empresa ou não (ou ainda acredita que um elefante branco voa?).

Para mim resta aproveitar o dia dos namorados com minha companheira longe dos computadores (não sou tão nerd assim) e aguardar a próxima semana onde o sistema começará a ser trocado. Na avaliação deste cliente, o que perdeu neste dia pagaria com folga a migração e não valerá a pena esperar pelo dia das crianças para então ficar chorando pelo pirulito que caiu no chão. É melhor amarrar logo.